(Post atualizado em Janeiro de 2018)

 

Com as novas recomendações do Ministério da Saúde, feitas em 2017, sobre a vacinação contra a febre amarela, começaram a surgir dúvidas sobre o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP), que é um requisito obrigatório para entrar em 135 países.

 

Exigem o Certificado:

 

ÁFRICA

ÁSIA TROPICAL

AUSTRÁLIA

BAHAMAS

BARBADOS

BOLÍVIA (2017)

COLÔMBIA (2017)

COSTA RICA

CUBA (2017)

NICARÁGUA

PANAMÁ*

PARAGUAI (2017)

REPÚBLICA DOMINICANA/PUNTA CANA (2017)

VENEZUELA (2017)

*o Panamá só exige se for desembarcar, conexões não exigem certificado.

Atenção: apesar de não ser obrigatório, recomenda-se a vacinação se você for viajar para a Amazônia ou Pantanal.

Confira aqui a lista atualizada e a orientação para cada país.

ONDE TOMAR

A vacina é oferecida, sem hora marcada, nos postos de saúde do SUS (gratuitamente) ou nos centros de vacinação privados credenciados.

 

Confira aqui a lista com os centros credenciados.

 

Atenção:

ANVISA - apenas emitem o CIVP (não realizam vacinação).

CENTROS PRIVADOS - emitem o CIVP somente para viajantes vacinados no próprio serviço.

SMS – emitem o CIVP e realizam vacinação

É necessário um documento de identidade ou certidão de nascimento para ser vacinado. A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade.

QUANDO TOMAR

Tomar a vacina contra febre amarela com antecedência de, no mínimo, 10 dias antes da viagem.

QUEM PODE TOMAR

Adultos e crianças a partir de 9 meses. Maiores de 60 anos devem consultar seus médicos.

QUEM NÃO PODE TOMAR

Crianças com menos de 9 meses, alérgicos, pacientes fazendo uso de corticoides, quimioterapia ou radioterapia, grávidas e portadores do HIV.

CERTIFICADO DE ISENÇÃO

Pacientes que não podem tomar a vacina devem solicitar o certificado de isenção nos postos da ANVISA, mediante atestado médico carimbado, assinado e com o CRM. Também devem constar o endereço e telefone do médico. Outra forma é pedir que o médico emita o certificado abaixo (formulário específico fornecido pela ANVISA), poupando assim o trabalho de ir até um posto.

IMPRIMA AQUI O CERTIFICADO DE ISENÇÃO DE VACINAÇÃO

SOLICITANDO O CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO OU PROFILAXIA

 

Atenção: O comprovante de vacinação é diferente do Certificado de vacinação.

 

1 - Comparecer ao estabelecimento que emitirá o CIVP.


A presença física é obrigatória uma vez que a emissão está condicionada à assinatura do viajante. Para agilizar o processo você pode realizar o pré-cadastro aqui, é só clicar na opção “cadastrar novo” ou no link “cadastro”. O pré-cadastro não é obrigatório, mas agilizará o atendimento.
 

2 – Apresentar a documentação necessária

Apresentar o cartão nacional de vacinação e um documento de identidade original com foto. O cartão deve estar preenchido corretamente com a data de administração, fabricante e lote da vacina, assinatura do profissional que realizou a aplicação e identificação da unidade de saúde onde ocorreu a aplicação da vacina. 
São aceitos como documentos de identidade a Carteira de Identidade (RG), o Passaporte, a Carteira de Motorista válida (CNH), entre outros documentos. A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 anos. Não é necessária a presença da criança ou adolescente menor de 18 anos quando os pais ou responsáveis deste solicitarem a emissão do seu CIVP.

 

Atenção: Evite emitir o CIVP com o número do passaporte, pois quando este vencer, você terá que renovar também o CIVP. Prefira outro documento de identificação.

 

CERTIFICADO PARA BRASILEIROS QUE ESTÃO NO EXTERIOR

 

- Realizar aqui seu pré-cadastro no sistema da ANVISA;

- Procurar o consulado brasileiro e fazer a solicitação informando seus dados pessoais (nome, data de nascimento, documento de identidade, CPF) e apresentando a Carteira Nacional de Vacinação com registro da vacina contra a febre amarela;

- O consulado enviará a solicitação com as informações do cidadão e cópia da Carteira Nacional de Vacinação via correio eletrônico institucional para a área técnica da ANVISA responsável pela emissão;

- A equipe da ANVISA realizará o cadastro da vacina contra a febre amarela do viajante no sistema e emitirá o CIVP, enviando-o por e-mail respondendo a solicitação do consulado;

- O consulado será orientado a emitir o CIVP, carimbá-lo e assiná-lo entregando-o ao usuário;


A ANVISA não tem prerrogativa para emitir o CIVP de vacina realizada fora do Brasil.

 

VALIDADE DO CERTIFICADO

 

Em maio de 2014, com o reconhecimento de que uma única dose de vacina contra a febre amarela confere imunidade para toda a vida, a OMS publicou instruções para preenchimento do Certificado contra a Febre Amarela com regra de validade para toda vida. Desse modo, a partir de 11 de julho de 2016, para emissão do Certificado, será considerada apenas uma dose da vacina contra a febre amarela. A partir dessa data, o cidadão poderá obter o CIVP tendo tomado apenas uma dose da vacina. 

O sistema SISPAFRA preencherá automaticamente o CIVP com o termo “life” no campo destinado à validade. 

Viajantes portando CIVP cuja validade da vacina esteja vencida, na data em que entra em vigor a medida, não têm a necessidade de obterem um novo Certificado com o termo “life”. O Certificado antigo já possui validade por toda a vida automaticamente a partir de 11 de julho de 2016, desconsiderando a validade que constar no certificado. 

Acesse aqui para ler a tradução do documento elaborado pela OMS com perguntas e respostas sobre a extensão da validade da vacinação contra febre amarela para toda a vida. 

PERDA DO CERTIFICADO E SEGUNDA VIA

Perda de certificado internacional de vacinação (CIVP): Entre em contato com a ANVISA para solicitar uma segunda via.

Perda do Cartão Nacional de Vacinas: Entre em contato com o local onde foi realizada a vacinação para o resgate da 2ª via. Em caso de dúvida ou impossibilidade de adquirir este registro, o Programa Nacional de Imunização/ Ministério da Saúde é o responsável para avaliação e encaminhamento dos questionamentos das atividades de vacinação das unidades de saúde.

 

Atenção:

SURTO DE 2018 E VACINAS FRACIONADAS

No Brasil, em função do aumento de novos casos de Febre Amarela e da grande procura pela vacina, o Ministério da Saúde anunciou o fracionamento da dose em 75 municípios dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Ou seja, aplicar uma quantidade menor da vacina para garantir a imunização de mais pessoas mesmo que isso garanta um tempo inferior de proteção. Porém mesmo nas cidades onde vai haver o fracionamento, alguns grupos vão continuar recebendo a dose padrão (inteira) como, por exemplo, crianças de 9 meses a 2 anos, grávidas, idosos e também quem tiver viagem marcada para um dos países que exigem comprovação da vacina. Para isso, basta apresentar documentos que comprovem a viagem como a passagem, a reserva do hotel ou um convite de um compromisso no exterior. Segundo nota divulgada pela Anvisa, "não será emitido CIVP, em hipótese alguma, para quem apresentar comprovante de vacinação com etiqueta referente à dose fracionada".

 

E quem tomar a dose fracionada e só decidir depois que precisa viajar?

Segundo Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, nos casos de uma viagem repentina, quem tomou a fracionada vai ter que tomar a dose padrão, mas precisa sempre respeitar o intervalo de mínimo de 30 dias entre uma dose e outra.

Fonte:

www.anvisa.gov.br

www.paho.org/bra/

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